Pena tenho eu que aqui ao longe o enxergue e quem o deva fazer, apenas porque têm mais responsabilidades, não o façam.
Estes exemplos saiem de todos os quadrantes e actividades, resultam em vitórias de uns e derrotas de outros, mas mesmo assim não resulta, resta-nos seguir o caminho escolhido e... FALAR, sempre sobre eles para que não caiam no esquecimento.
...cá vai:
Os votos Alentejanos das Presidenciais, foram, apesar das vozes discordantes, cada vez menos diga-se, para Cavaco Silva (Estremoz, Almodôvar, Alvito, Barrancos, Odemira, Ourique, Alter do Chão, Arronches, Castelo de Vide, Crato, Elvas, Fronteira, Gavião, Marvão, Monforte, Nisa, Ponte de Sôr, Portalegre, Sousel, Évora, Mourão, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Vendas Novas e Vila Viçosa), foi ele a escolha de um povo
ganhar em dois dos três distritos alentejanos (Évora e Portalegre) e onde perdeu (Beja) foi por 157 (!) votos diz tudo. Também diz tudo, que salvo as devidas e mais que esperadas excepções Jerónimo de Sousa (Aljustrel, Cuba, Mértola, Serpa, Avis, Alandroal, Arraiolos, Montemor-o-Novo, Mora, Portel e Viana do Alentejo) e Mário Soares (apenas (!) Campo Maior do amigo e fiel Comendador), seja o renegado poeta socialista Manuel Alegre a levar os restantes votos (Beja, Castro Verde, Ferreira do Alentejo, Moura, Vidigueira e Borba) e até a ganhar concelhos onde a clara maioria PS ainda festeja as vitórias autárquicas (Borba).
É este o EXEMPLO ALENTEJANO, nós votamos nas pessoas que achamos melhor para os cargos propostos, para o Alentejo já não há partidos, já não há disciplina partidária, já não há seguidismos.
Nas legislativas de há um ano, o Alentejo escolheu para primeiro-ministro José Sócrates, nas autárquicas cada terra escolheu o melhor filho para orientar os seus destinos e agora escolheram quem melhor lhes pareceu para figura maior do país, tudo isto, (quase) excluindo os partidos.
Desculpem, mas não há volta a dar, não me venham com a eleição por pouco, que foi só por 0,6%, que foi por haver muitos candidatos de esquerda que foi um contra cinco e estes se dividiram, que a comunicação social o elegeu tipo passeio na avenida, que blá, blá, blá
é a velha história do ganhamos sempre mesmo perdendo.
Independentemente das leituras dos mais ou menos especialistas, 30 pontos de diferença entre a votação do primeiro e do segundo é muito e a mesma diferença alentejana cifrada nos 6 pontos também o é.
Ganhou quem não quis uma segunda volta, a ténue esperança de derrotar um dos candidatos, e a vitória foi dada por metade (e mais alguns) dos que quiseram exercer o seu direito de voto. Foi precisamente assim, os que não atacaram candidatos, os que se preocuparam com a sua candidatura ignorando o barulho partidário e de ideias fixas levaram a melhor, falo claramente de Cavaco Silva e de Manuel Alegre.
Ou os partidos mudam as suas orientações e se dedicam ao povo e às suas necessidades, ou serão os movimentos de cidadãos e/ou de cidadania na sua maior e honesta plenitude a tomar as rédeas e fortalecer as vontades de todos, surgindo como novos partidos, e se calhar, BEM HAJAM, ainda hoje o Tribunal de Contas refere que todos os partidos tem irregularidades e discrepâncias nas contas apresentadas, repito TODOS, portanto...
O expoente maior é sem dúvida o de Manuel Alegre mas tenho de incluir também Cavaco Silva, pois apesar do apoio explicito de dois partidos, a expressão destes no Alentejo está(va) reduzida por força das últimas eleições e os resultados do Presidente agora eleito, fazem lembrar as maiorias obtidas pelo PSD nos anos em que era primeiro-ministro, falamos do Alentejo como é óbvio e por isso mesmo é EXEMPLO ALENTEJANO para o país.
Agora, esperam-nos (pois claro ou julgavam o quê?) cerca de três anos e meio sem eleições e quando chegar a altura os agora eleitos serão julgados e aí nós estaremos prontos para dar mais um EXEMPLO ALENTEJANO, e se chegarmos à conclusão que erramos iremos na primeira oportunidade corrigir e dar a cara pelo que fizemos
vejam a história deste Alentejo perante o país e
ORGULHEM-SE.