Sexta-feira, 9 de Setembro de 2005

...no "Alto da Praça", em Borba

Há em Borba, como na maior parte das localidades deste país, independentemente da sua dimensão, um certo local que, sem se saber porquê, qual espécie de magnetismo, atrai as pessoas para as suas conversas diárias...

... depois, chamam-lhes "largo", "beco", "jardim", "praça", "zona", "avenida", "largo da igreja", "adro", "fonte", etc. etc.

No entanto, nenhum me parece tão vistoso e cheio de bairrismo como "alto da praça", e em Borba é o que acontece...

...é vê-los de todas as idades, sexo, condição, motivo ou simplesmente encontro, a surgirem todos os dias, a toda a hora no "alto da praça".

Ali, se comenta a "terra e as suas gentes" e nada mais apropriado para que alguém escolhesse para nome do seu blogue pessoal sobre Borba o nome de "Alto da Praça".

Quando se pronuncia a palavra, fica no ar uma sensação de "falar de tudo e sobre tudo", sem rodeios, sem vergonhas, sem tabús, ou não estivessem as pessoas que ali se agrupam, entre amigos.

Daqui, e na passagem do primeiro aniversário do Alto da Praca, envio os meus sinceros parabéns ao Joaquim Trincheiras e que continue a oferecer-nos Borba e a falar com sinceridade, honestidade, coerência e um salutar "bairrismo" sobre a sua "terrinha", e que quem o visita saiba estar "entre amigos".

Parabéns Quim...

António José Ramos às 00:01
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8 comentários:
De Anónimo a 11 de Setembro de 2005 às 00:17
Um grande OBRIGADO aqui do Alto da Praça para o "mano" Alentejanices.
A altura não é a mais favorável, uma vez que Loureiros e Costas fizeram um "31" que me está a provocar má disposição.
São coisas da bola que amanhã, certamente, terão passado.
Um AbraçoJoaquim Trincheiras
(http://altodapraca.blogs.sapo.pt)
(mailto:joaquim.trincheiras@sapo.pt)
De auris Trincheira a 22 de Dezembro de 2009 às 11:16
bom natal a todos
De auris Trincheira a 22 de Dezembro de 2009 às 11:40
Auris PombeeiroUm bom Natal para todos , com muita paz e amor!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Alentejo terra linda cor de fogo, no ar exala o cheiro dos poejos, as árvores parecem implorar a sua gota de água. Aí também eu fui crescendo esperado encontrar uma gota de amor, junta com as minhas primas, saltando e correndo pelos campos, foram tempos felizes! Não é preciso muito para se viver, basta encontrarmos um pouco amor! Todos nos carecemos de amor, muitos de nós não queremos reconhecer esse sentimento em si e nos outros, não importando idade ou o sexo. O amor é vital para nossas vidas como o ar, é notoriamente reconhecido que sem amor a criatura não sobrevive, o amor equilibra e traz a paz de espírito quando é necessário.
Quando ao entardecer no Verão saia da frescura sombria e silenciosa da minha casa, tinha a impressão de que assomava à boca de uma fornalha ardente. O sol dos dias mais quente entre Junho e Agosto, que tinham secado os campos e toda planície, Borba parecia um brasido, aquecia as pedras da calçada, o sol reverberava nas paredes caiadas de branco, arrancava chispas das pilastras, dos cunhais e das arcadas dos alpendres, irradiava, sufocava, cegava, criava sob as arcadas sombras escuras, sombras espessas, sombras ardentes que escaldavam quase tanto como a própria luz chapada da luz crua do sol. Que nos cegava os olhos, e nos queima o peito de tanto calor, ao entardecer regressavam os rebanhos aos redis (cerca para guardar animais, um regionalismo), a terra cor de fogo, o céu azul, o verde seco das copas dos sobreiros (parte superior destas arvores frondosas).
iro..Tenho saudes deses tempo de menina !hoje longe felicito-vos por esta boa ideia...é um modo entrar em contacto auriscom meu passado
De mariana1951 a 25 de Abril de 2010 às 10:50
Acredito que nossa missão na Terra dura até ao nosso último suspiro; portanto, até o último instante temos uma missão a cumprir. Sempre temos algo a fazer que ainda não foi feito, seja contar uma história aos nossos netos, desenhar, pintar ou pular de asa-delta, de pára-quedas, ler um livro. Para descobrir isso, é só necessário nos permitirmos, entrar em contacto com nossa essência e não termos receio de continuar a aprender todos dias. Para termos uma morte tranquila é necessário termos uma vida tranquila. Isso não quer dizer certinha, perfeita, mas precisamos ter vivido com intensidade e consciência cada minuto que nos foi concedido, precisamos tê-los gastos e não os ter desperdiçado. O dia em que eu partir, permanecerei, senão ficar na memória muitos, pelo menos na memória daqueles de quem estive mais próximo. Esta é outra forma de nós nos perpetuamos, através dos nossos actos. Deixar-vos-ei a todos, não o tinha, mas sim, o que eu aprendi, e o bem que eu sempre pratiquei. Espero que os meus filhos e netos, perpetuem estes princípios, de dignidade e verdade e honestidade e uma certa severidade contra as injustiças dos homens.
toda aquela vastidão do Alentejo. Longe vão os anos em que cheia de vigor nadava nas suas águas! Estas terras pertencem aos grandes latifundiário, mas a paisagem pertence a quem a sabe olhar. Encho os meus olhos daquela paisagem, por vezes agreste, outras vezes amena, pois ela é cíclica. Sinto uma certa melancolia, pela perda vigor dos verdes anos! Mas ainda consigo escrever, e dizer as palavras que guardo dentro de mim, sinto o tempo a passar , mas não me angustia mais. Faço esta pergunta mim própria! Será esta é ultima ou penúltima vez ou antepenúltima que vejo estas terras? Contudo entro em pânico, esta interrogação abrange toda natureza do meu ser. No meu intima eu recuso-me a aceitar a irrevogabilidade do aniquilamento, a fatalidade da morte. Eu sinto que o meu tempo me esta faltando, mas é como se a eternidade estivesse inscrita no meu código genético. Mas nunca ninguém conseguiu enganar a morte, somente o filho de Deus. Será vida eterna melhor que esta?
‘Ó minha cidade onde eu nasci, quantas saudades eu tenho de ti, quantos caminhos nesta vida eu já percorri, quantas desgraças eu já vi, quantos amores eu já perdi, e quantos sofrimentos eu senti. Tenho saudades desses caminhos, que já de percorri, nesta encruzilhada da vida dessas gentes boas que nunca mais vi, dos folguedos, dos serões em família, das festas, do repicar dos sinos, dessas terras sangrentas e áridas, das searas a ondular com o vento frio, do canto dos pardais ao desafio, das cigarras, dos grilos etc.. Guardo perfumadas memórias no mais recôndito do meu inconsciente, como se de uma gravação se tratasse, que vão ecoar por toda a minha eternidade…Esta saudade, é um luto de dor, é cortina que me venda o meu olhar. Ó minha terra onde eu nasci, quantas saudades deixaste mim, do doce toque das Avé Marias e das trindades, tu és para mim o doce bálsamo da felicidade, que me farão levitar por toda a eternidade!!!...No reino da minha vida existe sempre uma aurora, e uma estrela que guia, no caminho da eternidade…Foi aí deixei as minhas raízes enterradas, espero que as guardes com suavidade…Para depois florescem e iluminem a humanidade…Como nascer de aurora, por toda eternidade…Eu viverei no céu, cheio de paz e encontrarei lá felicidade… Eu desatei o nó do meu silêncio, ouvia minha voz já meia cansada , como pode o tempo assim a ter desfigurado, o tempo tudo dá e tudo tira. Eu escrevi este meu Diário, posso-o considerar uma carta de sofrimento e solidão e despedida e saudade e de amor pelo próximo. Espero estas palavras vos possam tocar-vos nos vossos corações, a vida nunca é aquilo que imaginamos para ninguém, existem pelo meio muitos escolhos. O medo errar por vezes tolhe-nos o coração e nos rouba a alegria de viver. Eu sou o meu passado, é com ele que vivo e aprendo, para não voltar a errar, esconde-lo ou ignora-lo seria uma forma de cobardia.
“Quando a Dona de Negro vier buscar ou seja a morte, poderei embelezar esse momento imaginando que é a minha mãe que me estendeu os braços dizendo: trabalhaste bastante muito minha filha! …” Vinde a mim que agora novamente.”Autor: Maurice Ch
De auris Trincheira a 24 de Dezembro de 2009 às 12:40
Auris Pombeiro BOM NATAL
Chegou Dezembro com ele o natal, é uma época que esta frio lá fora, mas o calor humano que se sente entre a multidão é maior, que em qualquer outra época…As ruas ficam mais vivas, os sorrisos dançam na cara dos transeuntes, embora não nos conheçamos de parte alguma, sentimos uma maior proximidade uns dos outros. Esta é magia do natal!As montras das lojas, todas engalanadas! Qual delas a mais tentadora, é só uma questão monetária. Os pinheiros com as suas cores escoam pelas janelas entreabertas, iluminando a noite escura.Tudo isto acorda em mim memórias dos tempos, quando a inocência de criança ainda acreditava, que era o menino Jesus que trazia as prendas nas horas do sono e metia no sapatinho, que ficava à chaminé. Hoje os meninos é o Pai natal que traz! No outro dia logo ao alvorecer, o entusiasmo era tanto, os nossos olhares brilhantes, as nossas gargalhadas, pois a minha mãe tinha família numerosa, éramos muitos primos. Nós crianças acreditávamos nos nossos sonhos, que se renovam em cada ano e podíamos os partilhar. Ainda hoje eu preciso acreditar que Mundo vai mudar, eu vivo nessa esperança! O Natal é tempo de uma alegria inesquecível. Gosto das luzes coloridas por todo o lado; da música que se faz ouvir em cantos alegres e melodias de encantar. É Natal! Atarefada, corro a cidade em busca das montras bem ornamentadas com os mais belos presentes. Como são aliciantes! Não há tempo a perder. A lista é grande e comprar uma prenda para cada um não é tarefa fácil. Ninguém pode ser esquecido!” ...Ninguém pode ser esquecido mesmo!
Bom NATAL E BEijos
De auris Trincheira a 6 de Março de 2011 às 21:59
Dia internacional da mulher é um dia em que prestamos homenagem às mulheres. É uma mensagem do Mundo todo. O dia da mulher, é uma homenagem às mulheres que lutaram e ainda lutam pelos direitos igualitários. No decorrer da história... da humanidade, muitas mulheres desejaram, buscaram, lutaram e em muitos casos foram punidas por desejarem igualdade ao lado dos homens. Às vezes a mulher foi ouvida, mas infelizmente, muitas vezes ela fora silenciada. O dia da mulher é o dia em que todas as pessoas, do mundo todo, procuram dedicar um dia do ano ao martírio feminino. Flores no dia da mulher é um antídoto um reconhecimento especialmente em homenagem a mulher da classe operária.• Aquelas mulheres que ao decorrer da história da humanidade, levantaram as suas caras em desafio à opressão das sociedades e culturas que as discriminaram e degradaram a sua imagem, são lembradas no dia internacional da mulher. O direito de votar, o direito de andar nas ruas com o rosto descoberto, o direito de casar com quem quiser, o direito ao trabalho, trabalho igual salário igual.. Existência de um dia internacional da mulher foi proposta na virada do século XX, no contexto da Segunda Revolução Industrial, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina em massa, na indústria, por ser mais barata. As condições de trabalho, frequentemente insalubres e perigosas, eram motivo de frequentes protestos por parte dos trabalhadores. As operárias em fábricas de vestuário e indústria têxtil foram protagonistas de um desses protestos contra as más condições de trabalho e os baixos salários, em 8 de Março de 1857, em Nova Iorque. Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas de trabalho, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se deflagrou um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas vivas. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, que tanto sofreram em vida e ainda foram queimadas vivas. Comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma, tanto em Portugal como no resto do mundo. Muitos outros protestos ocorreram nos anos seguintes, destacando-se o de 1908, quando 15.000 mulheres marcharam sobre a cidade de Nova Iorque, exigindo a redução de horário, e melhores salários, ter o mínimo de condições de higiene e segurança no trabalho no local de trabalho e direito ao voto.Ver mais
há 2 minutos · GostoNão gosto
De mariana1951 a 21 de Novembro de 2011 às 18:05
SrAntónio José Ramos ,penso que será director do blog.se fõr penso peço ao dono vinha por este meio pedir-lhe para retirar os meus comentários. São Auris trincheira. e mariana1951 . O meu muito obrigado........eu tenho varios emaill não sei foi este usei
De pj a 17 de Julho de 2014 às 22:15
este espaço fala de tanta coisa e muito bem, desde já agradeço toda a informação que aqui venho "beber" mas deveria falar tambem num certo sr, chamado Crispim Francisco Lopes , um sr que já foi alguem dentro dos ctt, que já foi eleito para fazer parte de algumas instituições borbenses, eleito recentemente pelo MUB Borba, este senhor em questão falsificou varias asssinaturas de colegas dentro dos ctt, falsificou assinaturas e clientes para se apropriar de dinheiro que não lhe pertencia, francamente quem o vê de fato e gravata.... parece um senhor e afinal não passa de um cobardolas e um laraipo!!!!!!!!!!!!!!!!!

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