De auris Trincheira a 22 de Dezembro de 2009 às 11:40
Auris PombeeiroUm bom Natal para todos , com muita paz e amor!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Alentejo terra linda cor de fogo, no ar exala o cheiro dos poejos, as árvores parecem implorar a sua gota de água. Aí também eu fui crescendo esperado encontrar uma gota de amor, junta com as minhas primas, saltando e correndo pelos campos, foram tempos felizes! Não é preciso muito para se viver, basta encontrarmos um pouco amor! Todos nos carecemos de amor, muitos de nós não queremos reconhecer esse sentimento em si e nos outros, não importando idade ou o sexo. O amor é vital para nossas vidas como o ar, é notoriamente reconhecido que sem amor a criatura não sobrevive, o amor equilibra e traz a paz de espírito quando é necessário.
Quando ao entardecer no Verão saia da frescura sombria e silenciosa da minha casa, tinha a impressão de que assomava à boca de uma fornalha ardente. O sol dos dias mais quente entre Junho e Agosto, que tinham secado os campos e toda planície, Borba parecia um brasido, aquecia as pedras da calçada, o sol reverberava nas paredes caiadas de branco, arrancava chispas das pilastras, dos cunhais e das arcadas dos alpendres, irradiava, sufocava, cegava, criava sob as arcadas sombras escuras, sombras espessas, sombras ardentes que escaldavam quase tanto como a própria luz chapada da luz crua do sol. Que nos cegava os olhos, e nos queima o peito de tanto calor, ao entardecer regressavam os rebanhos aos redis (cerca para guardar animais, um regionalismo), a terra cor de fogo, o céu azul, o verde seco das copas dos sobreiros (parte superior destas arvores frondosas).
iro..Tenho saudes deses tempo de menina !hoje longe felicito-vos por esta boa ideia...é um modo entrar em contacto auriscom meu passado
De mariana1951 a 25 de Abril de 2010 às 10:50
Acredito que nossa missão na Terra dura até ao nosso último suspiro; portanto, até o último instante temos uma missão a cumprir. Sempre temos algo a fazer que ainda não foi feito, seja contar uma história aos nossos netos, desenhar, pintar ou pular de asa-delta, de pára-quedas, ler um livro. Para descobrir isso, é só necessário nos permitirmos, entrar em contacto com nossa essência e não termos receio de continuar a aprender todos dias. Para termos uma morte tranquila é necessário termos uma vida tranquila. Isso não quer dizer certinha, perfeita, mas precisamos ter vivido com intensidade e consciência cada minuto que nos foi concedido, precisamos tê-los gastos e não os ter desperdiçado. O dia em que eu partir, permanecerei, senão ficar na memória muitos, pelo menos na memória daqueles de quem estive mais próximo. Esta é outra forma de nós nos perpetuamos, através dos nossos actos. Deixar-vos-ei a todos, não o tinha, mas sim, o que eu aprendi, e o bem que eu sempre pratiquei. Espero que os meus filhos e netos, perpetuem estes princípios, de dignidade e verdade e honestidade e uma certa severidade contra as injustiças dos homens.
toda aquela vastidão do Alentejo. Longe vão os anos em que cheia de vigor nadava nas suas águas! Estas terras pertencem aos grandes latifundiário, mas a paisagem pertence a quem a sabe olhar. Encho os meus olhos daquela paisagem, por vezes agreste, outras vezes amena, pois ela é cíclica. Sinto uma certa melancolia, pela perda vigor dos verdes anos! Mas ainda consigo escrever, e dizer as palavras que guardo dentro de mim, sinto o tempo a passar , mas não me angustia mais. Faço esta pergunta mim própria! Será esta é ultima ou penúltima vez ou antepenúltima que vejo estas terras? Contudo entro em pânico, esta interrogação abrange toda natureza do meu ser. No meu intima eu recuso-me a aceitar a irrevogabilidade do aniquilamento, a fatalidade da morte. Eu sinto que o meu tempo me esta faltando, mas é como se a eternidade estivesse inscrita no meu código genético. Mas nunca ninguém conseguiu enganar a morte, somente o filho de Deus. Será vida eterna melhor que esta?
‘Ó minha cidade onde eu nasci, quantas saudades eu tenho de ti, quantos caminhos nesta vida eu já percorri, quantas desgraças eu já vi, quantos amores eu já perdi, e quantos sofrimentos eu senti. Tenho saudades desses caminhos, que já de percorri, nesta encruzilhada da vida dessas gentes boas que nunca mais vi, dos folguedos, dos serões em família, das festas, do repicar dos sinos, dessas terras sangrentas e áridas, das searas a ondular com o vento frio, do canto dos pardais ao desafio, das cigarras, dos grilos etc.. Guardo perfumadas memórias no mais recôndito do meu inconsciente, como se de uma gravação se tratasse, que vão ecoar por toda a minha eternidade…Esta saudade, é um luto de dor, é cortina que me venda o meu olhar. Ó minha terra onde eu nasci, quantas saudades deixaste mim, do doce toque das Avé Marias e das trindades, tu és para mim o doce bálsamo da felicidade, que me farão levitar por toda a eternidade!!!...No reino da minha vida existe sempre uma aurora, e uma estrela que guia, no caminho da eternidade…Foi aí deixei as minhas raízes enterradas, espero que as guardes com suavidade…Para depois florescem e iluminem a humanidade…Como nascer de aurora, por toda eternidade…Eu viverei no céu, cheio de paz e encontrarei lá felicidade… Eu desatei o nó do meu silêncio, ouvia minha voz já meia cansada , como pode o tempo assim a ter desfigurado, o tempo tudo dá e tudo tira. Eu escrevi este meu Diário, posso-o considerar uma carta de sofrimento e solidão e despedida e saudade e de amor pelo próximo. Espero estas palavras vos possam tocar-vos nos vossos corações, a vida nunca é aquilo que imaginamos para ninguém, existem pelo meio muitos escolhos. O medo errar por vezes tolhe-nos o coração e nos rouba a alegria de viver. Eu sou o meu passado, é com ele que vivo e aprendo, para não voltar a errar, esconde-lo ou ignora-lo seria uma forma de cobardia.
“Quando a Dona de Negro vier buscar ou seja a morte, poderei embelezar esse momento imaginando que é a minha mãe que me estendeu os braços dizendo: trabalhaste bastante muito minha filha! …” Vinde a mim que agora novamente.”Autor: Maurice Ch
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