Terça-feira, 8 de Maio de 2007

histerias...

...é o que me ocorre dizer sobre o "espalhafato" que rodeia o triste e dramático desaparecimento da bebé inglesa por terras do "Allgarve".

Ele é ex-criminalistas ingleses a opinar sobre o que se faz em terras britânicas...

Ele é ex-criminalistas portugueses a opinar sobre como deveriam fazer os que o são agora...

Ele é jornalistas ingleses a dizer e afirmar como se trabalha mal as investigações por cá, porque ninguém lhes diz nada...

Ele é jornalistas portugueses a difundir as informações que os ingleses divulgam sobre o modo como a nossa policia investiga...

Ele é opinadores que nascem de todos os lados a dizerem que as fronteiras deveriam ter sido controladas logo de seguida, mas logo de seguida a quê? À informação dos pais completamente perdidos sobre algo que eles não compreendiam. A distância para a fronteira é de cerca de uma hora e trinta, mas uma hora e trinta de quê? De um rapto. De uma criança perdida. De um desaparecimento. De um acidente.

Se os pais iam ver os filhos de meia em meia hora, o que quer que tenha acontecido à criança foi logo de seguida à última visita ou foi perto da próxima que detectou a falta?

Ele são barbaridades a mais e ninguém parece parar para pensar. Parece que todos se esquecem que o Estado é nosso, as Leis são as nossas, o território é português e as coisas tem de se fazer como nós fazemos cá, mal ou bem, ninguém tem o direito de tentar mudar isso, aliás acho até que já damos muito ao ver a nossa policia a dar conferências de imprensa em inglês para que os "seres perfeitos" se sintam mais em casa do que já sentem no "Allgarve" algarvio.

Parece que de repente quem não conseguiu por cá descobrir o paradeiro de alguns meninos e crimes agora dá opinião.

Parece que quem à pouco tempo por terras de sua majestade não conseguiu resolver ou esclarecer (em tempo útil) os crimes como o das pobres meninas de Manchester venha agora dar opiniões e ensinar os "tugas" a desvendar desaparecimentos.

Não que ache que a nossa policia é perfeita (qual a é perante o crime) e até concordo que em determinados casos uma relação oficial e esclarecedora com a comunicação social poderia ajudar a manter as coisas sem especulações... mas atenção que neste caso em particular até agora todos terão que ser suspeitos... como tal estamos entendidos!

O caso é raro, deveras aberrante, assustador mas muito muito estranho e não se esqueçam senhores jornalistas que à bem pouco tempo deram horas de tempo de antena a pessoas que deitavam lágrimas de crocodilo para emocionar um país inteiro e depois tiveram que colocar as violas no saco e descobrir a triste e cruel realidade de que quem mais se sentia era afinal a grande "assassina".

Este caso será diferente?

Claro que sim, mas achemos estranho que alguém adivinhe que a infeliz iria estar sozinha naquele período? E entrasse assim em casa alheia sem o mínimo conhecimento do que se vai encontrar? A haver terceiros envolvidos, não vejo outra hipótese de que é coisa planeada e estudada...

Agora resta pensar positivo e acreditar que se desvendará o mistério e que depois sim se façam os comentários e se distribuam as opiniões.

Boa Sorte MADELEINE que estes adultos não pensam e os que pensam "fizeram-te" mal...

 

António José Ramos às 21:12
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1 comentário:
De Cristina Ramos a 10 de Maio de 2007 às 14:28
Olá, realmente já tinha saudades destas pequenas opiniões sobre a actualidade, se bem que lamentemos pelo motivo que é... Pena tenho de uma criança com apenas 3 anos que sofre (seja de que maneira for), pelos erros dos adultos. Mas é sempre assim, quem mais sofre é quem menos culpa tem.

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ano X... por António José Ramos

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