Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008

O "rico", o "pobre" e o "remediado"

Três amigos, de diferentes categorias e catalogados com diferentes rendimentos, deslocam-se a um estádio para comprar bilhetes e assistir a um jogo de futebol. 

Bonitos sentimentos e quem de nós não o fez já?... "ir à bola" é giro e faz-nos sentir (pelo menos a quem gosta de futebol) com um estado de espírito único! 

Mas estes três amigos são especiais... são todos adeptos do mesmo clube mas tem também um grande defeito... não sabem ver futebol, só conseguem ver o seu clube e mais grave, são arruaceiros e energúmenos! 

Comprado o bilhete e garantido o lugar para entrar no estádio, toca a tratar de pensar em como por em prática a sua actividade favorita... "estragar o futebol"! 

Existem três hipóteses para estes amigos:

Atirar objectos ao árbitro...

Atirar "bombas" para o relvado...

Agredir o árbitro...

- Que fazemos, companheiros? - diz o "pobre".

- Vamos às "posses monetárias" de cada um e isso ditará o que faremos, pode ser? - diz o "remediado".

- Ya meu! fixe! - diz o "rico".

Assim se fez, o jogo começou e como é normal, a arbitragem é só "roubar" a nossa equipa... vamos lá estragar isto... 

O "pobre", tira do seu maço de tabaco, onde os havia camuflado, 4 ou 5 petardos e 2 tochas e "pimba" relvado com eles... Buum Buum Buum Buum e Buum - Fsssss Fssssss...

- lindo! espectáculo! ya meus! somos os maiores! - dizem os outros em estado de euforia, ou melhor, de uma qualquer forte "ganza".

O "rico", não achando que a coisa resolveu o que quer que fosse, saca da sua garrafinha de água (melhor se estiver cheia de cerveja! ou seria "urina"???) e pimba na cabeça do árbitro auxiliar que por ali passava e grita em estado de "parvoíce extrema" - toma lá meu grande "filho da truta"... (parafraseando o erudito da fadistagem "Rouxinol Faduncho).

E agora, como parece que o árbitro não marcou um golo que entrou para aí um metro dentro da baliza, o "remediado" para não se sentir inferiorizado, salta para dentro do relvado e dá uma valente "cachaçada" ou melhor, ainda aperta o "gasganete" ao árbitro auxiliar... voltando em seguida para o seu lugar.

- A malta é mesmo a maior, não é? oh "chavalos"!!!...

Claro que isto tem custos, ou deveria ter... e momentos depois aí está a policia para retirar os moços dos estádio.

E no dia seguinte, melhor ainda, os arruaceiros são heróis nacionais com direito a tempo de antena e o clube, pimba paga as multas... 

Mas porquê chamar a estes "heróis" rico, pobre e remediado e não Bostas, Pilas e Fúrias?

Pois bem... na minha história imaginária, deveriam ser os "heróis" (ou as claques, se os clubes tivessem coragem) a pagar as multas pelos danos causados e nesse caso, conforme sabem, a tabela de preços neste país anda mais ou menos assim:

- Petardos e tochas arremessados no estádio = 500,00€ - para os "pobres"!

- Invasão do terreno de jogo e aperto de pescoço ao árbitro = 1500,00 € - para os "remediados"!

- Garrafas de água que atinjam o árbitro na cabeça = 2000,00€ - para os "ricos"!

AH pois, é que a água é um bem cada vez mais raro e deve ser bem punido o seu desperdício. Logo, podemos concluir, que apenas os ricos conseguem atirar garrafas de água para os árbitros!... mais vale entrar e bater, que sempre se gasta menos e ficamos com a água para beber!!!

 

nota final: falta referir que esta é uma história de ficção, pode passar-se em qualquer "campo da bola" deste país  e qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência... e depois admirem-se!

  

António José Ramos às 11:18
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2 comentários:
De Nome a 4 de Setembro de 2008 às 17:51
Não lhe conhecia tamanhos dotes de ficcionista. Deve ser do campo que frequenta.
De António José Ramos a 4 de Setembro de 2008 às 20:01
"talvez" do que frequento...
"talvez" dos que assisto...
Quem sabe, não é "Nome"...

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