Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

QUE FAZER?

Tem sido falado e escrito por alguns espaços de Estremoz, o constante abuso, desrespeito, estrago, furto e burla, que uma determinada etnia "residente" junto ao MODELO de Estremoz tem "realizado" e continua a "realizar" como se já fosse um hábito tão normal como o ir às compras e pagar. Foi assim com o amigo Kruzes Kanhoto AQUI e AQUI e foi também hoje referido em Borba pelo Alto da Praça ASSIM.

Como este assunto me toca mais directamente que indirectamente e garanto-vos que não é por ser de Estremoz, aqui vos deixo o meu ponto de vista.
Em momento ou ponto algum deixo de concordar, subscrever e validar todos os pontos de vistas colocados nos artigos sobre os furtos e burlas nos supermercados (pois este caso não é exclusivo, antes fosse, do MODELO de Estremoz).
A pergunta coloca-se e uma vez que não é possível educar quem nasceu para ser (des)educado ou (des)respeitar a lei. QUE FAZER?
 
Certamente, eu, mais que qualquer um de vós que aqui venha falar sobre este assunto, sentirá ou tomará como suas estas dores, faz parte da minha vida diária "aturar" este tipo de coisas. E se por Estremoz o mal se resume (julgam vocês) a uma certa etnia que recebe subsídios para subsistir em terrenos alheios, noutras terras as etnias, classes ou extractos sociais usam e abusam do mesmo erro, falta de educação e de sã cidadania.
Se quiserem ou se se recordarem, aqui há uns meses foi noticia e desde logo catalogada de "chacota e abuso de poder" a história de uma idosa que tinha ido a tribunal ser julgada, "por furto em Hipermercado", no caso por subtracção de um artigo no valor de 2,50€, foi depois novamente noticia que a referida idosa havia sido condenada pelo furto e que após várias diligências a situação havia sido resolvida porque a arguida em questão havia pago o valor do seu furto conforme comprovou pelo talão de caixa o que não impediu contudo a condenação. Isto a propósito do referido, em que os clientes entram, consomem e depois deixam as lojas sem pagamento... pois é, que fazer?
 
Existem várias hipóteses para a resolução, poderia citar inúmeras mas fiquem lá com estas:
Aborda-se o cliente para que efectue o pagamento.
Chama-se a autoridade para que tome conta da ocorrência.
Após chegada da autoridade aceita-se o pagamento como resolução do problema.
Apresenta-se queixa de acordo com a Lei e que servirá para exemplo e postura futura.
 
Como é óbvio, tudo isto é o que permite a Lei e o que deveria ser feito, passemos então ao que normalmente acontece nestes casos e com o tipo de gente (e não só) referido:
 
O cliente é abordado, ofende quem trabalha e diz que não paga e que não tem dinheiro e que se for preciso ainda bate em 20. É difícil segurar o fulano mas com dificuldades arranhões e roupas rasgadas à mistura lá se consegue e eis que chega a policia. Estes, seguindo o que estipula a Lei que os rege (só a eles, entenda-se! Que quem furtou não!), questionam o fulano sobre o acontecido que normalmente diz que não fez nada e é tudo mentira, a policia abre o procedimento que é levar o arguido para identificação e elaboração do auto e ao mesmo tempo a identificação de quem num estabelecimento possui uma Procuração Legal para poder formalizar a queixa, ou então do gerente presente e que depois terá 6 meses para apresentar a queixa. Apresenta-se a queixa e o processo segue para inquérito, lá irão as testemunhas e passados dois ou três anos chegaremos a tribunal porque um qualquer fulano usou um "aftershave" ou comeu um iogurte. Em plena sala de audiência, o arguido está sentado, tem ao fundo da sala toda a sua família e mais uns quantos que ficaram à porta e lá vai, já intimidado o representante que assumiu a queixa pelo furto ou burla ou uso indevido... e zás começa o o seu testemunho... é bombardeado por perguntas feitas por um advogado que foi nomeado na hora e que apenas está ali para receber os seus honorários... lembra-se do caso? a loja teve prejuízo? Foi mesmo como está aqui escrito? Não se poderá ter enganado?... etc. etc. etc.
Acabamos a perguntar a nós próprios se quem cometeu o crime fomos nós ou o "cigano" da história e se juntarmos a tudo isto que passaram dois ou três anos e que uma qualquer TVI ou 24 Horas virá dizer ou escrever que "é uma vergonha estes casos irem a Tribunal...quando há outros".
 
Que vos parece? Por mim também iriam "todos para a esquadra", só que depois quem vai aos "procedimentos obrigatórios" são os agentes da autoridade e os queixosos, porque de arguidos a aparecerem ao julgamento se o caso lá chegar e não morrer porque o artigo danificado ou usado custa 0,50€... nem vê-los!
 
É com isto que temos de viver nas lojas e garanto-vos que muitas mais coisas ridículas acontecem... pode ser que um dia tenha tempo e vontade para "romances"... matéria prima, garanto-vos que não me falta!
 
Ah... esquecia-me de dizer, a quem não me conhece, que a minha profissão nos últimos 15 anos é precisamente a de lidar diariamente com situações idênticas e outras que tais... daí a minha dor acrescentada, no caso particular, pela história se passar na minha terra.
 
É vergonhoso que "gente" circule impunemente e possa fazer o que realmente lhe dá na telha. Mas infelizmente e como se vai vendo ultimamente, isto está “bom” e encaminhado para quem desrespeita a Lei. O resto são politiquices do momento.
 
Alentejanices...: ,
António José Ramos às 23:29
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2 comentários:
De sandra a 29 de Agosto de 2008 às 11:32
Onde é que isto irá parar????
Estás quase, quase a voltar a estas e outras "chatices"...a boa vidinha tá-se a acabar!!!
Bom regresso e aproveita os "ultimos cartuxos".
Bom fim de semana.
Bj
De rosarita.ramos@sapo.pt a 1 de Setembro de 2008 às 22:48
Concordo e subscrevo tudo o que escreveste, mas infelizmente as leis do nosso país estão mais viradas para proteger este tipo de " gente" do que os cidadãos honestos, que vivem do seu trabalho, e muitas vezes com enormes dificuldades financeiras, como tal não têm dinheiro para comprar armas e com elas ameaçarem qualquer pessoa ou autoridade, o que não se passa com esta "gente", que poupa no que rouba para as adquirir. É no poupar que está o ganho, e depois é vê-los a chegar à estação dos CTT, montados nos seus BMW e Mercedes (concerteza) adquiridos com o dinheiro que poupam nas compras) a receber o rendimento minimo. É este o país em que vivemos, por muito que me custe dizê-lo .
Bjinhos.

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